Há
excesso de tudo, em toda parte. Zilhões de
opções parecem equivalentes a opção
nenhuma. O acesso a informações amplia-se
ao infinito. A conseqüência? Perda de
foco e de sentido. Pois é exatamente aí
que entra o narrar. Narrar é isto: buscar,
encontrar, oferecer um sentido.
Pois
é exatamente nesse contexto que entram as
histórias de não-ficção
aqui reunidas. Elas são uma amostra de que
é possível reeducar o olhar para a
reportagem criativa, respeitando os mestres do gênero.
Muitos
jornalistas brasileiros “angustiados”
podem agora bater no peito e dizer: “yes,
nós também sabemos fazer”; “yes,
nós também podemos responder, pelo
jornalismo, à tal necessidade humana intrínseca
por narrativas”. Resposta magnífica,
a deste livro.
O
modo como os autores trabalharam é JL na
veia: intensivo trabalho de campo, conversando ativamente,
acurado senso de detalhe, pesquisa constante, técnica
de expressão depurada e uma mentalidade (uma
maneira de ver a natureza e o ser humano) adequada
aos desafios de hoje.
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