A
ciência gera conhecimento certo, na medida
em que se baseia em dados verificados e está
apta a fornecer previsões concretas. No entanto,
o progresso das certezas científicas não
parece caminhar na direção de uma
grande certeza. Cada vez mais, os cientistas interrogam-se
sobre os processos de suas pesquisas científicas
e seus contextos ideológicos e socioculturais.
Enquanto
a ciência tem buscado um certo equilíbrio
entre o pensar e o fazer, o jornalismo sobre
ciência continua apegado aos aspectos
supostamente espetaculosos das descobertas científicas
e subserviente à indústria que transforma
algumas dessas descobertas em bens de consumo. Esse
problema se desdobra em múltiplas conseqüências.
Uma delas é a infantilização
dos assuntos.
Neste
volume, que é um laboratório de jornalismo
sobre ciência, seis artigos fluentes
compõem um painel diversificado de experiências,
reflexões e propostas. Os autores buscam
compreender a ciência como protagonista e
como coadjuvante da História, revelando como
se constrói o saber científico e as
reportagens temáticas que você lê
e a que assiste.
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