O
desafio do jornalismo, no Esporte, é a credibilidade.
Repórteres vivem treinando autocobrança
de imparcialidades. Cronistas tentam acertar o alvo
de suas próprias imprecisões. Nos
bastidores e em público, denunciam-se as
más-formações. Mas, na prática,
o chamado “jornalismo esportivo” continua
boxeado por crenças e palpites.
Jogar
ou não jogar – contra a inconsistência,
contra o bairrismo, contra o emocionalismo, contra
a nostalgia –, eis a questão. Mais:
Esporte é apenas uma relação
vencedores-vencidos? Diante da peleja, nada mais
importa? E em um país de mentalidade futeboleira,
como o Brasil, como valorizar jornalisticamente
outros esportes?
Entre
copas do mundo, olimpíadas e jogos panamericanos,
os sete jornalistas reunidos em Formação
& Informação Esportiva tratam
não apenas do futebol, mas também
de vôlei, basquete, handebol, atletismo, natação,
tênis, fórmula 1. Passam informações
históricas, revelam o esquema tático
das coberturas, remam a favor da ética, provocam
os adversários, fazem mea-culpa. Um livro,
digamos, bola-cheia.
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